terça-feira, 20 de outubro de 2026

Resenha #382 Olhando as estrelas só vejo o passado (Gabriel Carneiro)


"Olhando para as estrelas só vejo o passado" é mais um livro da coleção Futuro Infinito, a qual estou colecionando loucamente. O livro desta vez foi escrito pelo Gabriel Carneiro é uma ficção científica que aborda a solidão e a existência de um planeta Terra que recebe a visita de um explorador e cientista sem nome, porém o planeta não abriga mais vida senciente, nem humana, nem de outros animais. Apenas a vida vegetal e microscópica.

O livro usa a forma epistolar, sendo os relatos deixados pelo protagonista e isso me animou bastante para a leitura. Um prólogo excelente, uma nota explicando como os relatos foram encontrados, em dois cadernos numerados como 1 e 3, sendo o segundo consta como desaparecido. A leitura começa com uma linguagem bastante técnica, pois o viajante não sabe literalmente nada sobre o planeta e usa tecnologia para entender textos escritos, mas não avança muito sobre o conhecimento de nossa tecnologia. Porém o foco da exploração é a cultura dos humanos, mas isso vem acompanhado de uma forma mais arrastada da leitura. Os pensamentos tomam conta da narração e realmente a leitura me perdeu. As divagações são longas, repetitivas e não levam o personagem a lugar nenhum. Também esperei que houvessem lacunas palpáveis entre os dois cadernos que compõe o livro, mas eles se sequenciam tornando a ideia do caderno 2, em nada. Infelizmente sai insatisfeito com a leitura, pois não trouxe nada além das reflexões meio depressivas. Talvez minha expectativa de que houvesse algum mistério, ou algum enredo mais intrigante, me fez desgostar da leitura.

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