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quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Download Cyberpunk: Livros + Mangás

Vamos ao que interessa! Baixar uns livros e mangás cyberpunks. 
Só clicar no título (não na imagem).

MANGÁS
AKIRA                               GHOST IN THE SHELL
 

LIVROS

NEUROMANCER de William Gibson. Obra mais conhecida do cyberpunk e primeiro livro da trilogia do Sprawl. 

COUNT ZERO de William Gibson. Sequência de Neuromancer.

MONALISA OVERDRIVE de William Gibson. 
Terceiro livro da Trilogia do Sprawl.

IDORU de William Gibson. Estória se passa no japão onde se misturam máfia, otakus e um astro rock que namora uma IA.

PIRATAS DE DADOS de Bruce Sterling.

ANDROIDES SONHAM COM OVELHAS ELÉTRICAS? de Philip K. Dick. Livro que deu origem ao filme Blade Runner, que popularizou a estética cyberpunk no cinema.

UBIK de Philip K. Dick. O autor é considerado um antecipador do movimento literário cyberpunk.

SNOW CRASH de Neal Stephenson.


BRASYL de Ian McDonald. Livro tem um dos cenários, um Rio de Janeiro cyberpunk.

REALIDADES ADAPTADAS de Philip K. Dick: Livro de contos do autor que foram adaptados para o cinema.

MIRRORSHADES de Bruce Sterling (em espanhol). Uma das obras fundamentais para entender o cyberpunk, reunindo os escritores que deram início ao movimento literário. 

O CONTÍNUO DE GERNSBACK  de William Gibson. O primeiro trabalho profissional do autor como escritor.

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sábado, 20 de fevereiro de 2016

Lista de desejos - Fevereiro/2016

Não está em ordem de mais desejado. 
Com a grana que tenho se conseguir algum darei vivas!

VALIS, Philip. K. Dick: Qualquer livro que falte na minha coleção do PKD, está automaticamente na minha lista. Além de VALIS, tem "Clãs da lua Alfa", "Os três estigmas de Palmer Eldrich", "Vozes da rua", "Homem duplo", "A espera do ano passado", "A penúltima verdade", "Espaço eletrônico", "Labirinto da Morte", "A invasão divina" e "A transmigração de Timothy Archer", além dos contos e das edições apenas lançadas em português PT.
Reconhecimento de Padrões, William Gibson: Ouvi dizer que este está bem melhor escrito que o clássico Neuromancer e começa uma nova trilogia. Também me interessa do autor Count Zero.

2001: Odisseia no espaço, Arthur C. Clarke: Reza a lenda que o filme é um dos poucos casos de filme melhor que o livro, mas isso não diminuiu minha vontade de ler esse livro. Se for bom como O fim da infância, tá valendo! Do meso autor me interessa o Encontro com Rama.

A mão esquerda da escuridão, Ursula K. Le Guin: Depois de ler Os Despossuídos e O Mundo de Roccanon, já sei que ela escreve muito bem e minha expectativa aumenta pelo livro ser o mais conhecido dela. Da autora, também me interessa os outros que se passam no mesmo universo que os já citados.
  




Piratas de dados, Bruce Sterling: É um dos autores clássicos do Cyberpunk e depois de ler o livro dele em conjunto com William Gibson (A Máquina Diferencial) acho que Bruce escreve melhor que Gibson.







Selva Brasil, Roberto de Sousa Causo: Recentemente tenho procurado alguma FC do Brasil (sobre o Brasil) e esse se é uma História Alternativa em que Jânio Quadros faz mais merda do que fez na nossa realidade.






Deuses de dois mundos, P. J. Pereira: Uma trilogia brasileira que fala do Brasil, Não é FC, mas Fantasia, mas a abordagem de uma mitologia relegada a marginalidade me interessa, principalmente para saber se a abordagem vai ficar bacana ou não.
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terça-feira, 25 de agosto de 2015

Você já leu "The grasshopper lies heavy" de Hawthorne Abendsen?

A não ser que você seja de uma dimensão paralela perdido por aqui você nunca leu este livro. Trata-se de uma obra de ficção que existe apenas no mundo criado por Philip K. Dick em "O Homem do Castelo Alto". Neste livro de PKD a 2º Guerra Mundial foi vencida pelo eixo e o mundo passa por uma Guerra Fria entre Alemanha e Japão. "The grasshopper lies heavy" foi escrito por Hawthorn Abendsen. O personagem foi perseguido e teve de se refugiar numa fortaleza chamada Castelo Alto devido a popularidade do livro.

Esta obra imaginária (assim como é o Necronomicon de Lovercraft) traz uma realidade alternativa em que o eixo perde a guerra. É fácil imaginar que o mundo retratado seria o "nosso". Contudo temos um terceiro cenário descrito no livro, apesar de mais parecido com o nosso e também de não termos muitas informações para além das conversas e divagações dos personagens. 

Nele Roosevelt sobrevive uma tentativa de assassinato, mas não tenta a reeleição em 1940. Quem assume a presidência dos EUA na guerra é Rexford Tugwell. Pearl Harbor não foi tão grave pois a frota naval era maior no Pacífico. Já a Inglaterra tem protagonismo na vitória da guerra. A virada sobre o eixo na guerra começa a partir da vitória sobre Rommel, passando pela vitória decisiva em Stalingrado, junto aos russos, culminando com tanques britânicos invadindo Berlin. A Itália traindo o eixo segue igual a nossa história.

O mundo que se redesenha a partir desta vitória é uma guerra Fria entre Estados Unidos e o Império britânico. O racismo imperial inglês é motivo de tensão entre as duas superpotências neste cenário. Os EUA tem na China (com Chiang Kai-shek) seu grande aliado enquanto o império britânico tem os russos numa forma pós-URSS?. Assim cabe aos EUA desafiar o poder do Império e falhar deixando os britânicos como os grandes vencedores.

Se mapas com o mundo de "O Homem do Castelo Alto" já são coisas doidas de se ver, um com "The grasshopper lies heavy" não fica atrás.

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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Resenha #4 - Maravilhosas distopias (Vários Autores)

A coleção de contos “Maravilhosas Distopias”, reúne um punhado de contos bem curtos e inéditos de autores nacionais com as mais variadas experiências, além do próprio organizador Maurício Coelho. São 11 contos dentro de 86 páginas. A obra foi lançada este ano em pdf para download grátis pela plataforma lulu, e a versão impressa pode ser adquirida com o organizador e pela editora. Procurei fazer breves comentários conto a conto, com nota individual. Mas antes, um pouco da obra em geral.

As abordagens que predominaram trouxeram distopias em terras tupiniquins e em lugares universais. Nada de história passada nos Estados Unidos, lugar comum no gênero, e a criatividade agradece. Em relação as origens das distopias temos mais ocorrências de contos que seguiram a linha de regimes autoritários (“Asfixia”, “Surface Down” e “Escapismo Suicida”) e também com cenários frutos de desastres naturais (“A chuva”, “A Liga invisível” e “Lei do mais forte”, “Sobre Corações Partidos E Curas Indesejadas”). Enquanto aliens e OVNIs aparecem em “A Abdução de Lucas”, este não é uma distopias. “Crimes Cibernéticos” entraria no subgênero de pós-cyberpunk, assim como, enquanto “Mais um pedaço de carne”, até se passa num ambiente do cyberpunk clássico, mas a personagem “marginalizada” não conduz a história. O cyberpunk clássico teve apenas uma aparição, em “Surface Down” de Ivan Sikorsky, que abre o livro, mas foi bem representado. 

Meu destaque positivo é “Sobre Corações Partidos E Curas Indesejadas”, de Márcia Dantas, que abordou a diversidade de modo profundo e com protagonismo feminino no seu conto. No geral a coletânea é muito boa, a maioria dos contos vão de bom a muito bom. Não são alguns contos que de repente você não curte que estragam um livro deste tipo. Coletâneas são assim mesmo. Se falta incentivo para ler, vale dizer que ele é um livro curto (vais ler rapidinho) e a versão pdf é gratuita. Atribui nota aos contos em separado, mas não ao livro como um todo, pois faço notas apenas para comparação e não dou nota em si. Vamos aos contos em separado:

Surface Down - Ivan Sikorsky
Um pequeno grupo de hackers travam uma resistência inglória contra uma organização chamada “A Bolha” que instaurou uma ditadura global. O conto parecia tomar um ritmo de distopia juvenil, mas o desfecho me fez mudar de ideia. É um conto no melhor estilo cyberpunk. Nota: 5/5

A Liga Invisível – L. A. Nuñes
Uma crise hídrica torna o Brasil um cenário de várias guerras, intervenções externas, resistências locais, pestes e degradação do tecido social. Emergidos deste cenário uma liga com os mais variados tipos se une entorno de um ideal anárquico. O conto centra-se na descrição do cenário político e da chamada “Liga Invisível”, contudo não chega a desenvolver uma história. Nota: 2/5

Asfixia – Lu Days
O “Poder” domina o mundo deste conto claustrofóbico em que cinco pessoas formam um grupo de prisioneiros heterogêneo. Na visão de uma prisioneira, histórias de traição, rebeldia e opressão em uma cela secreta. O final brusco pode tanto desagradar o leitor mais metódico quanto agradar outros. Neste caso caiu bem. Nota: 3/5

Lei Do Mais Forte – Claudia Mina
A lei do mais forte não é apenas o fio condutor deste conto, é o personagem principal e condensa o que emergiu deste mundo destruído. As reviravoltas em tão pouco espaço surpreendem. Os personagens são inseridos e removidos da história do mesmo jeito que o mundo criado pela autora os vê: desesperados e descartáveis. Nesta distopia nem os fascistas sairiam de casa. Nota: 5/5

A Abdução de Lucas – André Luís Pinto
Uma história de abdução, cercada de mistério. Lucas é um pacato interiorano que vai casar e é abduzido e transa com uma das alienígenas (safadinho!). Depois de muitos anos eles retornam revelando o motivo da primeira abdução (e querendo transar denovo). O final aberto não me agradou e prejudicou a apreciação. Nota: 1/5

A Chuva – Gabriela Leão
Um pacato funcionário de escritório em um dia de chuva é retirado bruscamente do seu cotidiano. Uma distopia catastrófica parece estar se formando diante dos seus olhos. A leitura é consistente e envolvente. Vale a pena ser lido bem devagar para aproveitar cada momento. Nota:5/5

Crimes Cibernéticos – Davi M Gonzales
Um agente do Governo Central caça pedófilos que compartilham vídeos que imergem profundamente na mente. O conto explica muito bem as situações. Contudo a história se desenvolve e os personagens não, o que dificulta o envolvimento do leitor. Nota:2/5

Sobre Corações Partidos E Curas Indesejadas – Márcia Dantas
A Dr. Dias busca a cura de uma doença que ela não consegue entender. Sua cobaia humana Leila a envolve a ponto de fazer a Dr. Dias questionar tudo pelo qual vem trabalhando. É um conto sobre diversidade e alteridade. Uma ficção científica com crítica social e ao cientificismo. Este conto é o ponto forte da coletânea. Nota 5/5

O Refúgio – Amauri Chicarelli
A personagem principal, uma ex-cientista nuclear, depois vira ativista antinuclear, vive uma espécie de profecia autorealizável do velho medo de um apocalipse nuclear dos tempos da Guerra Fria. O conto tem muitas reflexões interessantes, como o questionamento da realidade, mas dá um desfecho demasiado aberto. Nota: 3/5

Escapismo Suicida – Maurício Coelho
Este conto de tiro curto, traz o personagem principal em uma tentativa desesperada de escapar de uma cidade tomada por uma ditadura feroz. A reflexão sobre o suicídio fica na cabeça depois de terminada a leitura, difícil falar mais sem entregar todo o conto. Nota: 4/5

Na versão impressa o organizador deixou outro conto que se chama "Locus Amoenus".

Mais um Pedaço de Carne – Jean Thallis
Um homem solitário busca uma companhia e compra/aluga literalmente uma mulher para seu prazer. As reflexões do conto são muito atuais sendo essa distopia é apenas um exagero do que é nossa realidade hoje. Contudo a narração através do homem faz a história perder uma personagem feminina bem mais instigante em função dos detalhes eróticos. Nota:3/5
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domingo, 5 de julho de 2015

Resenha #1 - Futuro Proibido (Vários autores)

Futuro proibido [Semiotext(e)], Rudy Rucker, Robert Anton Wilson & Peter Lamborn Wilson, orgs. 224 páginas. Ed. Conrad, São Paulo, 2003. 

O livro reúne alguns autores como Bruce Sterling, Wiliam Gibson, Peter Lamborn Wilson e J. G. Ballard. A ideia da coleção é trazer textos publicados em veículos marginais (Fanzines), que marcaram os anos 80 pela ousadia e certamente influenciaram as gerações seguintes de escritores do gênero.

O pioneirismo dos textos pode tirar a ousadia para quem já lê ficção científica. A variedade de formatos dos textos pode incomodar quem não quer de sair da zona de conforto. Mas ler contos distópicos é sair da zona de conforto e isso os textos no conjunto proporcionam.
Os pontos negativos são a qualidade de portfólios de artistas plásticos que intercalam com alguns textos, que estão em qualidade sofrível e em p&b, e que a editora Conrad ficou devendo um segundo volume da coletânea, prometido mas nunca lançado.

Recomendo o livro, pela grande possibilidade do leitor encontrar no mínimo dois ou três contos que vão agradar bastante. Os meus destaques são: "Vemos as coisas de modo diferente", "A grande fuga" e "O repórter da CIA".
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