domingo, 2 de agosto de 2026
Resenha #373 Eros Ex Machina Robos Sexuais (Org. Luiz Bras)
segunda-feira, 27 de janeiro de 2025
Resenha #363 Voltas ao redor do sol 2024 (Rubens Ângelo org.)
segunda-feira, 29 de julho de 2024
Resenha #346 Mundo-Vertigem (Org. Luiz Bras)
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024
Resenha #323 Paraíso Líquido (Luiz Brás)
segunda-feira, 14 de março de 2022
Resenha #226 - Vaporpunk: Novos documentos de uma pitoresca época steampunk (Org.Fábio Fernandes, Romeu Martins)
segunda-feira, 2 de agosto de 2021
Resenha #194 - Distrito Federal (Luiz Brás)
segunda-feira, 26 de julho de 2021
Resenha #193 - Symetrias Dyssonantes (Luiz Brás)
Minha cópia de Symetrias Dyssonantes fez uma viagem longa até minha caixa de correio. Ficou um tempo inominável num vórtice espaço-temporal ou, explicando para leigos, houve um atraso na entrega. Symetrias Dyssonantes aparenta ser apenas um livro de contos curtos de Ficção Científica, escritos por Luiz Brás, alter-ego de Nelson de Oliveira, e os primeiros contos até passam essa impressão, porém logo a viagem ganha ares lisérgicos em que cada conto a seu modo aplica golpes contundentes nas normas ABNT, explorando a linguagem com rebeldia inspiradora. Contudo, não se trata de uma exploração inconsequënte, pois o domínio do idioma, como dito no texto de quarta capa de Ricardo Labuto Gondim, é seguro.
O primeiro conto, Pupilas douradas, é um diálogo/entrevista com o desenvolvedor de um app que coloca uma IA para nos simular e poupar-nos de certas interações sociais que tanto evitamos. Como é de se esperar nem tudo vai como programado, até porque o programa passa a se controlar. É a primeira dose de ironia dessa vida conectada, seguida de Buscador, que trata de uma funcionalidade premonitória de um navegador ou uma profecia autorrealizável e, também, de Inteligência que contrapõe as maravilhas da tecnologia com os terrores que fazemos a nós mesmos. Em Você sai dois milhões mais pobre da arena dos negócios, começamos as explorações pela metalinguagem com uma versão menos eficaz da casa inteligente do conto anterior.
Presentinhos, foge da linha da FC explorando um caso de amor juvenil sentido pelo olfato. Polaroide é permeado pelo tom de despedida potencialmente suicida. Suspeita é uma conversa de um rapaz sobre uma garota estranha e uma camisinha que viajou no tempo. Manifestação muda o rumo da obra, nos jogando a um jogo de linguagem que nos faz oscilar entre o desejo de liberdade e as contenções que a vida impõe.
Distrito federal, é certamente o conto que originou o livro homônimo lançado pela Ed. Patuá em 2014. O conto é uma catarse de violência de um espírito vingador guiado pelo fedor da corrupção. O conto abre, o que poderia ser considerado uma segunda parte do livro. Com cenários distopicos, abordando um Estado Único e questões de gênero. Sob a cúpula acompanha uma trupe rebelde trans lutando contra o Estado Único e em Hotel extraordinarium explora um hotel tecnológico e deixa liberar a raiva contida e resolver o mistério na última frase.
Symetrias Dyssonantes é liricamente bizarro. Prosa exposta como música, referências a Beatles e Mutantes num portunhol narrando uma batalha épica entre Mapynguari Yabba Dabba Doo e a nuvem-nada. Passa a sensação de que só funciona para ser declamado em voz alta. O conto abre caminho para as loucuras que veem mais adiante, como por exemplo, personagens autoconscientes. O leitor atento vai suspeitar que Luiz Brás tenha passado a autoria deste e do último conto a mesma que assinou a orelha do livro. Revolução do ziper narra em duas camadas como o Estado Único empreende seu plano de dominação até um FIM que é devidamente derrubado por uma revolução. A metalinguagem brilha com um final lindo, ao menos na ficção.
Devorada pelo domingo, acontece em uma biblioteca em que Manuela conhece Tainá, mas ao fazê-lo desobedece a única regra da Velha. Parece se passar no mesmo mundo de Polaroide pois também temos uma Tainá, além dos Eumesmo e Elepróprio. Figuras recorrentes na obra do autor, como no conto seguinte Curto circuito camicase onde uma guerra surreal e uma contagem regressiva trazem uma conexão com o conto anterior e vemos contos que exploram a linguagem e sensações que em enredos amarrados. Saltos altos é frenético como tentar ler centenas de mensagens em poucos minutos e tentar entender o que aconteceu e precisar ler novamente para entender os detalhes.
Este lado para baixo?, Obituário e Fim do lockdown, pourra! são pequenos minicontos cheios de raiva sobe a violência e nosso novo/velho normal, que nos fazem acelerar até Kurupira Maquinaíma alienigenus é o conto mais próximo possível de jogar cripto palavras na revista coquetel. A língua e a literatura se dissolvem sem que o narrador nada possa fazer para evitar. Por fim, [Epylogo] La profana santidad (ou El triunfo del completo y verdadeiro valor de pi) é um acerto de contas entre autor e personagens, narrado naquele portunhol do conto cantado que dá título a obra. É muito divertido ver o seguinte mantra transcender as eras e qualquer tentativa de enquadramento:
Então, fulana, você acredita mesmo que esse é o futuro da ficção? Marionetes que enxergam os fios? Criaturas sem corpo num mundo-fantasma? Personagens autoconscientes nascendo, vivendo, amando, sofrendo e morrendo num emaranhado de textos?
Symetrias Dyssonantes é uma coleção de ideias malucas, metalinguagens, que se tornam prolíficas quando aliadas a FC. Os que fazem questão de leituras (en)quadradas vão odiar suas linhas distorcidas porém não podemos acusar o autor de não tentar chegar até eles. A loucura, na forma, na metalinguagem, na recorrência de personagens é apresentada de forma progressiva.
segunda-feira, 12 de abril de 2021
Resenha #178 - Era de Aquária (Coletivo KriptoKaipora)
segunda-feira, 1 de março de 2021
Resenha #172 - Salvem as Crianças (Luiz Brás)
segunda-feira, 11 de maio de 2020
Resenha #131 - Realidades Voláteis & Vertigens Radicais (org. Luiz Bras)
Os contos são separados em dois grupos que parecem dois livros distintos. A primeira parte, "Realidades Voláteis", são contos de Ficção Científica que fazem especulações usando muita ironia nos primeiros contos, que são bastante curtos, como em "Inteligência" (Laura Lin) e "Acordo" (Lígia Gomes), passando pelo escrachado "Relações Públicas" (Petrônio de Tílio Neto) e a alegoria política de "Zé e as formiguinhas ilustradas" (Ivan Carlos Regina) e vão elevando o tom de seriedade até o conto cheio de epístolas de um computador renegado em "Relato nº11" (André Argolo). Os contos são muito bem escritos e muitos deles bastante curtos (são 14 contos nas 100 primeiras páginas) e o que é muito bem vindo é o jeito brasileiro que corre solto nas páginas, não apenas nas localizações das histórias mas na fluidez no uso de situações e a linguagem como usamos por aqui.
O balanço final é de um livro muito divertido e gostoso de ler, e que mostra a Ficção Científica brasileira num momento muito prolífico, criativo e cheio de personalidade. Recomendo procurar essa obra e olhar com mais carinho para a ficção científica em terras tupiniquins.
terça-feira, 18 de junho de 2019
Resenha #98 - Ás Moscas, armas! (Nelson de Oliveira)
terça-feira, 2 de outubro de 2018
Resenha #75- Sabixões & Sabixinhos: Philosophus Brasilis (Sofia Soft, Teo Adorno)
terça-feira, 31 de outubro de 2017
Resenha #67 - Anacrônicos (Luiz Bras)
P.S.: O autor mantém um blog com resenhas de livros de ficção científica brasileira, que está se tornando um verdadeiro acervo de impressões do que é produzido no Brasil! Vale a leitura. https://ficcaocientificabrasileira.wordpress.com/












