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segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Resenha #265 Invasão Espacial, Perry Rhodan 7 (Clark Darlton)


[As resenhas do blogue não costumam ter spoilers, mas para esta série não teremos esta preocupação. Pois ela será escrita pensando em trocar ideia com os leitores que já leram as obras. Além disso contar o enredo das primeiras histórias não constitui grande prejuízo para quem deseja começar a série, mas de qualquer forma fica o aviso]

"Invasão Espacial" é o sétimo volume da série Perry Rhodan, que nos traz uma aventura bastante ágil onde nosso herói e seu Exército de Mutantes enfrentam a ameaça de uma invasão pelos DIs, Deformadores Individuais, uma raça insetoide que tem a habilidade de trocar de espírito com humanos. Habilidade essa que usam para tentar extinguir a humanidade. Esse mote de invasão nos remete ao clássico Invasores de Corpos de Jack Finney, mas os invasores aqui agem em escala global, procurando posições chave entre governantes e cientistas.

Esse episódio explorou muito bem as habilidades dos mutantes, que apesar de poderosos, não são uma solução instantânea para a ameaça dos DIs. Perry Rhodan precisou coordenar esforços e agir com cautela para finalmente conseguir eliminar os invasores que quase detonaram uma quantidade colossal de combustível radioativo. O destaque vai para Ernst Ellert que se sacrifica para a equipe mas não morre devido aos seus poderes de transportar seu espírito/consciência, seja lá o que for pelo tempo. Porém, como desta vez o fez de forma reativa, seu espírito foi arremessado pelo espaço-tempo e ele tornou-se um vagante perdido no tempo em um diálogo, no mínimo intrigante, com uma inteligência chamada Gorx.

O destaque negativo vai para o discurso de Rhodan para a necessidade cega para a construção de armas como único caminho possível para a Terceira Potência. Até entendo que a situação da 3ª Potência exija um mínimo armamento, mas achei mais do mesmo da Guerra Fria que pretendiam superar, com a filosofia de unir a humanidade. Unir para que? Entrar em guerra com outras espécies? Nem todas as outras raças serão hostis e alheias a diplomacia neste universo, então o Império Galático de Rhodan será apenas uma megalomania expansionista? Ficam estas dúvidas.   

Destaco também, o final do livro com uma revelação de que Alan D. Mercant, chefe da espionagem do Ocidente e aliado de Rhodan fora enganado pelas autoridades do próprio país que quebrou o acordo com a Terceira Potência. Foi um livro curto e ágil, que poderia ter explorado melhor as variáveis de uma invasão pela raça DI mas entregou bem o que se propôs. 
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segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Resenha #220 - O Crepúsculo dos Deuses, Perry Rhodan 4 (Clark Daltron)


[As resenhas do blogue não costumam ter spoilers, mas para esta série não teremos esta preocupação. Pois ela será escrita pensando em trocar ideia com os leitores que já leram as obras. Além disso contar o enredo das primeiras histórias não constitui grande prejuízo para quem deseja começar a série, mas de qualquer forma fica o aviso]

Perry Rhodan, comandante da Stardust, descobriu, na Lua, a nave gigantesca dos arcônidas que realizou um pouso forçado. Foi um acontecimento feliz para a humanidade.
Rhodan prestou auxílio aos arcônidas, uma raça em decadência que dominava um império galático que entrara em declínio. Na verdade, prestou um auxílio aos homens, ao empregar o enorme poderio de Árcon para impedir a eclosão da terceira guerra mundial. Já existem muitos homens que compreendem os esforços de Rhodan em prol da união do mundo. Mas falta percorrer um caminho longo até o Crepúsculo dos Deuses, representado pelo abandono do pensamento mesquinho que até então prevalecia...

"O Crepúsculo dos Deuses" é o quarto volume da série Perry Rhodan. Neste volume voltamos ao ritmo de prólogo, pois somos apresentados a muitos personagens e pouco evoluímos na história principal. Perry Rhodan e seu fiel escudeiro, Reginald Bell, são treinados em um aparelho arcônida que aumenta as habilidades cognitivas dos dois, equiparando-os aos arcônidas, ao custo de apenas um dia inconsciente. É nesta janela narrativa que somos apresentados aos mutantes. Seres humanos que receberam habilidades especiais, em decorrência da radiação. Não há muita questão em esconder que eles se unirão a Perry Rhodan. Não há como negar que a ideia dos mutantes desta série, publicado em 1961, é parecida com a dos X-men pela Marvel em 1963, porém os personagens são extremamente diferentes.

John Marshall, é um australiano com poder de ler pensamentos, que é descoberto por alguns policiais após impedir um assalto a banco. Ana Sloane, é uma americana que foi recrutada por Alan D. Merchant por usa habilidade com telecinésia. Rais Tchubai é um químico do Sudão, perdido em uma expedição, quando descobre sua capacidade de teletransporte. Ernest Ellert, um intelectual pobretão da Alemanha tenta convencer seus amigos em uma conversa regada a vinho, que é capaz de viajar no tempo, de forma imaterial, habilidade chamada de teletemporação. Por fim, Tako Takuda, um técnico japonês que trabalha na escavação que planeja colocar uma bomba de hidrogênio abaixo da abóbada energética que proteger Rhodan e a Terceira Potência. Tako acaba sendo vital para evitar o plano iniciado por Merchant e acaba sendo recrutado por Rhodan, junto com Marshall que momentos antes ajuda nosso herói quando este tenta levantar recursos para ajudar os arcônidas.

Então é isso, o episódio quatro soa como um novo prólogo, mas que mostra uma agilidade na trama que abre um novo arco sem ter resolvido de fato a Terceira Potência. Nos vemos no próximo episódio, "Alarma Galático"!


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segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

Resenha #215 - A Terceira Potência, Perry Rhodan 2 (Clark Darlton)


[As resenhas do blogue não costumam ter spoilers, mas para esta série não teremos esta preocupação. Pois ela será escrita pensando em trocar ideia com os leitores que já leram as obras. Além disso contar o enredo das primeiras histórias não constitui grande prejuízo para quem deseja começar a série, mas de qualquer forma fica o aviso]

Perry Rhodan e mais três oficiais da Força Espacial dos EUA haviam pousado na Lua a bordo da nave Stardust.
Lá encontraram a gigantesca nave espacial dos arcônicas, que tinha realizado um pouso de emergência. Era tripulada pelos representantes de uma grande potência galáctica que, apesar de sua superioridade técnica e científica, estavam em decadência. O cientista-chefe da expedição, um dos poucos que não fora atingido pela total apatia que dominava os tripulantes, padecia de uma enfermidade do sangue que só a medicina terrena podia curar.
Perry Rhodan decide ajudar os arcônidas: retorna à Terra em companhia de Crest, o cientista-chefe e, ao invés de aterrissar em território dos EUA, prefere a solidão do deserto de Gobi a fim de evitar que os avançados conhecimentos arcônidas caiam nas mãos de qualquer potência terrena.
Rhodan tem motivos de sobra para proceder dessa forma. Seus superiores hierárquicos, contudo, veem nele um traidor…

"A Terceira Potência " é o segundo volume dessa série gigantesca que sabemos que começamos e não temos nenhuma perspectiva para terminar. Neste segundo volume Perry Rhodan, começa a colocar em prática seu plano de unificar a terra, objetivando a construção de um grande império galáctico. Notemos a mudança no tom, pois no primeiro volume, Rhodan falava apenas em preparar a humanidade para um universo cheio de raças alienígenas e tecnologia evoluída, através de uma aliança humanidade-arcônidas, e não em um império galáctico.

Apesar de sabermos das intenções do Perry Rhodan e das linhas gerais do plano, não sabemos como ele vai concretizar seus planos. Não acompanhamos os pensamentos de Rhodan, ao contrário do primeiro episódio, o que temos é um foco na humanidade reagindo a sua chegada inesperada. Acompanhamos suas decisões por fora. Entendemos que Rhodan quer consolidar a aliança arcônida-humanidade, para isso precisa evitar a terceira guerra mundial e trazer uma cura para leucemia. A doença que acometeu Crest, como já sabemos desde o episódio anterior.

A ideia de humanidade unida é muito bonita, mas não faz isso sem tomar partido nas rivalidades da Guerra Fria que tanto tenta superar e acaba agarrando-se em alguns vícios anticomunistas. Quando Rhodan é abordado por um general e alguns soldados, da “Federação Asiática”, são feito de palhaços com uma arma antigravitacional, enquanto o general americano é tratado com respeito, mesmo que ambos representem dois lados do mesmo status quo a ser superado.

De uma forma geral, temos um episódio em que os acontecimentos são muito mais acelerados que no episódio anterior. Não há suspense a ser feito em relação aos arcônidas, apenas em relação a uma possível guerra nuclear, mas mesmo esse suspense não tem muito efeito, pois já sabemos que a tecnologia arcônida tem soluções fáceis para evitar o temido holocausto nuclear. Sendo assim, além de acelerado, o episódio tem um tom mais leve, com cenas até engraçadas. O episódio termina com Rhodan conseguindo manter seu acordo com o Arcônida Crest, mas sem conseguir unir a humanidade, mesmo que seja para matar ele mesmo.
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