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segunda-feira, 28 de outubro de 2024

Resenha Revista Peryc, o Mercenário nº 5


Peryc, O Mercenário número 5 é o fim de uma jornada para nosso herói dos pampas gaúchos, pois é o último número da revista. Com ela encerra-se com duas histórias o o arco de "Rumo a Pedras Negras" escrito por Gervásio Santana e desenhado por Ícaro Maciel, na Parte 5 e Maurício Lima na Parte 6. Na parte 5, chamada Quando cai a máscara, vemos Peryc em sua fuga pela sobrevivência enquanto é perseguido pelo lacaio do regente de Pedras Negras, que por sua vez está em busca de Argenta sua concubina que está sendo protegida por Peryc, contudo uma série de revelações mudará os rumos de Peryc. Foi uma história muito bacana que ajuda a moldar o caráter do nosso herói tornando-o mais duro. O reflexo dessa mudança já vemos na última parte, chamada Cilada Mortal. Nela temos muito mais ação e acompanhamos tudo pelo traço sensacional de Maurício Lima, que fez as ilustrações do livro O Deus da Lagoa, a primeira novelização de Peryc. Voltando a Cilada Mortal, Peryc finalmente chega a Pedras Negras e encontra uma cidade pequena, onde a desonestidade é a norma, contudo nosso herói é teimosamente leal ao seus princípios o que leva a um confronto muito bem desenrolado. Por último há uma historieta de uma página com a aparição da Maga da Profecia, personagem de Jerry A. Souza,  

Temos um desfecho que não encerra a história de Peryc, mas que traz um fechamento digno ao personagem neste universo. Digo isso pois o fim da Revista Peryc, O Mercenário é apenas o começo de muitas aventuras que estão por vir. Primeiro pois foi lançada O Deus da Lagoa, a primeira novelização do personagem que apareceu apenas em HQs independentes, mas a principal novidade advinda do fim da revista é a chegada de O Mundo Selvagem de Peryc, que traremos no blogue. 

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segunda-feira, 24 de junho de 2024

Resenha #341 O Gaúcho (Júlio Shimamoto)


O Gaúcho é um compilado de todas as tirinhas deste personagem publicado num suplemento da Folha de São Paulo entre 1963-65, criado por Júlio Shimamoto a pedido de Maurício de Souza, que havia pedido por um herói que vivesse aventuras como nos faroestes americanos, mas num cenário brasileiro. Shimamoto cogitou encenar suas histórias no nordeste com cangaceiros, mas sua decisão final foi pelo pampa gaúcho. Surge assim Fidêncio, um ex-soldado da Guerra do Paraguai que volta aos pampas depois do conflito e decide ajudar os mais fracos.

As tirinhas eram publicadas em poucos quadros por vez, mas juntas formam quatro arcos narrativos. No primeiro Fidêncio encontra um menino que sobreviveu a um assalto que vitimou seus pais e passa a cuidar do menino. Joca acompanharia Fidêncio em todas as suas aventuras. As histórias são muito bacanas. As cenas de ação são bem feitas, apesar de não muito extensas, mas temos tramas que envolvem terras, tesouros encontrados, bandidos perigosos como nos faroestes, mas ao invés dos revólveres sacados rapidamente, a habilidade valorizada pelos gaúchos é ser bom no jogo do talho (briga com facões). A grande vantagem desta publicação é que toda a obra do personagem foi reunida aqui. Um trabalho do CAQ, Coletivo Alvoradense de Quadrinhos, de Paulo Kobielsky e Denilson Reis, fanzineiros renomados no Brasil. Vale a pena!
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segunda-feira, 2 de outubro de 2023

Resenha #305 Zine Book (Denilson Reis)

Olá pessoal! Essa semana quero falar sobre o Zine Book do Denilson Reis. E o que seria um zinebook? Basicamente é um compêndio de várias publicações de um fanzineiro, editor de revistas independentes, feitas por quem é fã dequadrinhos. E Denílson Reis é com certeza um dos mais conceituados e experientes fanzineiros do Brasil. Sua publicação principal Tchê! já tem mais de 30 anos, além da Conanzine e de publicações em conjunto com outros fãs das HQs. Essa coleção traz um compilado das aparições de seus personagens ora escritos por ele, ora escritos por outros artistas, em um formato grande e em papel grosso, que é bastante incomum para material independente, mas aqui é uma edição especial de luxo.

Nem cabe listar todas as histórias, pois muitas já apareceram nos zines do editor que já resenhei aqui no blogue. A fanzine Quadrante Sul e a revista do Peryc mas posso comentar que a arte da primeira página arte é uma das que mais gostei do Peryc, pois é a história onde ele aparece mais violento e brutal, na Peryc volume 3. O grande atrativo do livro é a qualidade do material impresso, em tamanho 21x28 e uma gramatura mais pesada. A leitura e principalmente a releitura das histórias vale muito a pena pelo tamanho maior que permite ver as imagens e os traços com mais detalhes. Espero que um dia saia o volume dois, pois conteúdo tem!

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segunda-feira, 4 de setembro de 2023

Resenha #301 Mundo Gibi nº4 (Paulo Kobielski)

 

Olá, pessoa! Hoje vamos falar novamente de um fanzine de quadrinhos independentes do Paulo Kobielski. Fanzineiro premiado da mesma cidade que eu, Alvorada/RS. O Mundo Gibi nº5 veio mais grosso, com 50 páginas e uma porrada de conteúdos. Essa edição é de outubro de 2021, com material referente a uma boa parte da pandemia. Como uma boa revista, veio com materiais variados.

As matérias são sobre o fanzineiro Oscar Kern, e seu personagem Homem-Força; e uma homenagem que receberia na 4ª Gibifest em 2019. Outra matéria é sobre a Mitologia Afro-brasileira nas HQs, seguias de uma resenha da HQ Contos dos Orixas do Hugo Canuto (já resenhada aqui no blogue) e, também, uma entrevista com Alex Mir, autor de outra HQ com o tema de mitologia afro-brasileira, Orixás em Guerra. Há uma crônica do Anderson ANDF, outro fanzineiro de Alvorada e uma matéria do jornal local, A Semana, sobre a consagração do Paulo como vencedor do 36º Troféu Ângelo Agostini, na categoria fanzine com a edição sobre o Vigilante Rodoviário.

Outra matéria muito bacana é sobre um detetive obscuro chamado Dylan Dog, criado na Itália e que eu nunca ouvi falar, mas achei muito interessante. Uma resenha de "Último Assalto" me fez querer catar essa revista para ler. Também sobre as histórias de Cazador, um anti-herói argentino e Caballeros, também da Argentina. 

Adorei a sequência de histórias do Aldo Mães dos Anjos, com várias histórias engraçadas sobre uma família se prevenindo contra a pandemia. Lendo assim não parece que iria ficar divertido ou sequer de bom gosto, mas as histórias são ótimas! Outra história, que também é sobre a pandemia, é de Laura Laco, chamada Atrás dos Números, que fez uma abordagem mais sensível que achei bastante tocante. Há também duas historias curtíssimas e bem divertidas do Juanito. Enfim. É tanta coisa que nem parece que coube em apenas 50 páginas, mas coube sem nada ficar apertado demais, com letras pequenas ou perda na qualidade. Mal posso esperar pelo volume 6!

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segunda-feira, 31 de julho de 2023

Resenha #296 Savage Worlds nº3 (Jerry Souza)


Estamos de volta para prestigiar a terceira edição da revista Savage Worlds. Projeto do Jerry Souza, que edita também a Revista Profecia. Recomendo fortemente o leitor conhecer o site www.profeciacomics.com e ver com os próprios olhos as edições virtuais para ler gratuitamente.

No terceiro número temos a continuação das aventuras de Peryc e de Brandar. Peryc, vive na Terra passados dois mil anos de uma guerra nuclear que fez a humanidade regredir a barbárie. Peryc está preso na cidade das guerreiras de ébano, onde ele é jogado em uma prisão e dali em uma arena onde tem que matar para sobreviver e é recompensado com o prazer de belos corpos das guerreiras, mas isso se mostra apenas uma forma de escravidão, sendo assim Peryc foge na calada da noite e encontra um deserto. Gostei como a história progrediu e mostrou como a cidade das guerreiras negras enriquece o mundo de Peryc. A corsária faz uma breve aparição e deixa curiosidade sobre o que vai acontecer com ela. A segunda aventura é de Brandar, onde vemos vagando pelo planeta desconhecido para ele, porém seu executor logo o encontra, dedicado a colocar um fim na vida do nosso herói exilado, nos revelando a existência de sete planos de existência, e deixando mais perguntas que respostas. 

Escrevo este comentário sabendo que as aventuras se encerram com o numero 4, que sairá no ano de 2023. Além disso, haverá um acontecimento muito legal nas duas histórias que não vou dizer para não dar spoiler. Agora entro em modo de aguardando ansiosamente!
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segunda-feira, 3 de julho de 2023

Resenha #292 Mundo Gibi nº4 (Paulo Kobielski)

 



Quem já curte fanzines deve conhecer o Paulo Kobielski, premiado mais de uma vez por seus trabalhos. Nesta edição do seu Mundo Gibi, ele traz uma entrevista muito bacana com o quadrinista Pablito Aguiar, sobre a mistura de jornalismo com quadrinhos, uma combinação que é pouco comum mas que vemos ao longo da conversa como ela faz sentido e nos deixa se perguntando porque não é mais usada! A entrevista tem várias ilustrações das entrevistas do Pablito. Antes disso, tem um artigo muito bacana com o Cavaleiro Solitário, que trouxe muitas coisas que eu não sabia. Leitura enriquecedora. 

Tem também a parte final de uma entrevista muito bacana também do Rubens Francisco Lucchetti, figura clássica do terror no Brasil, contando muitos causos. Tem um artigo do Paulo sobre os fanzines como resistência na contracultura, com o prof. Denílson Reis, também outro fanzineiro clássico; e também uma minicrônica do Anderson ANDF. Entre as matérias alguns quadrinhos curtinhos, afinal o nome da revista é Mundo Gibi. Muito bacana a publicação, a capa colorida e interior P&B em boa qualidade, dá gosto de ler e o conteúdo é muito legal e relaxante de ler.

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segunda-feira, 5 de junho de 2023

Resenha #288 Savage Worlds nº2 (Jerry Souza)


Estamos de volta para prestigiar a segunda edição da revista Savage Worlds. Projeto do Jerry Souza, que edita também a Revista Profecia. Recomendo fortemente o leitor conhecer o site www.profeciacomics.com e ver com os próprios olhos as edições virtuais para ler gratuitamente.

O segundo número temos a continuação das aventuras de Peryc e de Brandar. Peryc, vive na Terra passados dois mil anos de uma guerra nuclear que fez a humanidade regredir a barbárie. O mercenário tenta apenas sobreviver neste mundo selvagem. Continuando a aventura, Peryc está praticamente morto enquanto uma fera marinha destrói o navio da Corsária (personagem de Jerry) e após passar muitos dias na água acorda em uma praia vigiada por um reino de guerreiras negras. Gostei de como o traço, que mostra como Peryc está mais fraco após o naufrágio e todo o clima bem feito que homenageia Conan mas mantem a construção de um mundo diferente.  A segunda aventura é de Brandar, onde vemos sua execução, após a condenação no volume anterior, onde ele deveria ser jogado ao sol para ser incinerado junto com sua capsula onde ficaria desacordado mas um asteroide o tira do curso. O traço melhorou bastante e o texto enriquece mais o personagem.

Escrevo este comentário com o numero 3 já lido e informado que as aventuras se encerram com o numero 4, que sairá no ano de 2023. Além disso, haverá um acontecimento muito legal nas duas histórias que não vou dizer para não dar spoiler.
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segunda-feira, 21 de novembro de 2022

Resenha #261 Savage Worlds nº1 (Jerry Souza)


Savage Worlds é um projeto de Jerry Souza, expandindo sua publicação principal, a fanzine Profecia, agora focado no gênero "Espada e Feitiçaria". Essa edição é distribuída gratuitamente tanto na forma física como na digital. Obviamente a edição física é distribuída de acordo com a tiragem que o editor se dispuser a imprimir. O leitor pode ler e cadastrar-se para receber os números físicos, em "www.profeciacomics.com".

Neste primeiro número acompanhamos o início de duas histórias, a primeira é com um personagem conhecido no meio independente, Peryc, o mercenário dos pampas que vive num mundo pós apocalíptico que faz uma homenagem a Conan, mas que a cada história vai ganhando personalidade. A história é baseada no romance Crepúsculo do editor Jerry Souza, de 1990. Não achei informações sobre a obra, mas temos um vislumbre de que seja uma história de piratas pelo início se passar no mar onde Peryc trabalha como marinheiro e acaba sendo desafiado por um soldado profissional. Gostei muito do traço, ressaltando a selvageria deste mundo e dos momentos de reflexão que abrem bem o apetite pelo desenvolvimento. Continuo acompanhando os volumes seguintes que serão resenhados aqui.

A segunda história, se chama "Mundos em Conflito" e abre as "Crônicas Proféticas de Brandar". Trata-se de uma história bastante curta onde nosso herói começa preso por um império que o força a aceitar uma proposta sob pena de castigos terríveis. Aguardo a segunda parte pelo desenvolvimento que promete bastante.
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segunda-feira, 24 de outubro de 2022

Resenha #257 Profecia nº31 (Jerry Souza)


A fanzine Profecia é de autoria do experiente fanzineiro Jerry Souza. Seu trabalho foi-me apresentado pelo premiado fanzineiro Denílson Reis. O projeto me chamou atenção pelo formato maior, colorido, com papel de qualidade e gratuito. O leitor curioso pode fuçar o site www.profeciacomics.com.br e inscrever-se para receber os volumes em casa ou baixar para ler online ou no leitor digital.

No volume 31 abre com "O pássaro que defecava ouro" que conta a fábula de um caçador que encontra o tal pássaro e consegue capturá-lo e trazer ao seu rei. O final eu achei bastante engraçado e as cores muito bonitas. Tem textos e história de Alex Stümer e cores e letras de Fábio Lopes. A segunda e maior historia da edição é uma republicação do nº2, d'O Exterminador, um caçador que vive em uma Terra ocupada há muito tempo por uma raça alienígena hostil. Temos um herói brutamontes clássico e um final que me surpreendeu. Tem textos e história de Alex Stümer e letras de Alex Dueprre. Encerrando o volume, uma republicação do nº 3, "O que é medo?" onde um rapaz do nosso tempo é abordado por um velho misterioso vestido como mago que começa a instigar o rapaz a abandonar o medo. Textos, artes e cores são novamente de Alex Stümer e Alex Dueprre.

De uma forma geral adorei a revista e da qualidade gráfica do material. Gostei de ver uma história completa mas mesmo assim já quero ler os outros volumes do site que está bem completo com informações dos personagens. Recomendo demais uma visita ao site!
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segunda-feira, 17 de outubro de 2022

Resenha - Revista Peryc, O Mercenário nº 4


Vamos continuar a saga de resenhas pela saga de Peryc, O Mercenário. Personagem criado pelo fanzineiro Denílson Reis que além deste volume próprio, e espalhado na fanzinesfera, também está na Revista Savage Worlds, de Jerry Souza, editor da Revista Profecia, ambas serão resenhadas aqui em breve!

O número quatro do bárbaro dos pampas, temos as continuações de dois arcos que vínhamos acompanhando nas edições anteriores, mas antes disso temos uma arte de página inteira de Rom Freire do Maranhão, onde Peryc está sob uma fera abatida. Depois, temos "A Batalha Final" onde a aventura de Peryc pela África que envolveu intrigas palacianas e uma serpente de areia gigante, chega ao fim com uma batalha onde Adebaior invade o castelo da Rainha Amara. Gostei do desenlace da batalha e as cenas do combate final ficaram muito boas. A história é de Denilson Reis, com artes de João Paulo e Letras de Anderson ANDF.

"Os Bárbaros disseram..." trás uma resenha da Peryc nº3 por Fabrício Lima e um comentário de Sandro Andrade, sobre a história que mais gostei do mercenário até então, seguido de uma arte de página inteira do mesmo autor. Depois, uma seção de artes de Peryc por artistas de todo o Brasil totalizando vinte artistas.   

"Profecia da Morte" segue com o Mercenário em Pedras Negras, mas em uma nova História iniciando de forma contemplativa até que Peryc se depara com uma Bruxa que faz uma proposta que Peryc não consegue aceitar. O final trouxe uma surpresa bacana e deve continuar no próximo número. A História e artes são de Gervásio Santana e Letras de Anderson ANDF. Por fim "Arco e Flecha" encerra com uma historieta de uma página de Peryc com Spindler, vivendo seu amor nos Pampas, a casa de Peryc.
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segunda-feira, 28 de junho de 2021

Resenha #189 - Contos dos Orixás (Hugo Canuto)




"Conto dos Orixás" de Hugo Canuto, começou com uma brincadeira onde o autor desenhou supostas capas de revistas de heróis da Marvel, onde, ao invés da mitologia Nórdica, os personagens seriam baseados na mitologia Ioruba (a saber uma das mais influentes nas religiões de matriz africana no Brasil). As capas homenageavam o traço clássico de Jack Kirby, fazendo alusões as capas clássicas dos anos 1970, a era de prata dos quadrinhos nos EUA. A atenção que as capas despertaram incentivaram o autor a criar uma história e uma campanha no Catarse para tirar o projeto do papel e colocar, bem no papel! O projeto de financiamento foi um sucesso tremendo, chegando a terceira edição com facilidade. Felizmente para mim, que perdi os dois primeiros financiamentos, consegui participar do terceiro. E hoje vamos falar sobre como ficou o trabalho!

A primeira coisa que chama a atenção é como Hugo conseguiu ao mesmo tempo transformar uma homenagem a Jack Kirby em algo perceptível e ao mesmo tempo colocou elementos originais. O estilo colorido e vibrante combinou muito bem com as divindades iorubas. A história tem como herói principal Xangô, senhor dos trovões, que seria o equivalente a Thor (bem, vamos parar com as comparações). A mitologia ioruba é muito rica e tem uma cosmogonia muito bonita e complexa para abarcar um universo inteiro de histórias. Depois de uma introdução rápida, temos conhecemos o vilão Ajantala e a seu exército que chama de Manada, que destrói vilarejos impiedosamente e usando de magia para aumentar seu exército. Logo ficamos sabendo que ele busca uma cidade sagrada coberta de ouro mas sua localização é um segredo. Os sobreviventes deste último ataque buscam a cidade de Oyó Ilé, capital de um poderoso império, auxílio para se proteger da Manada. Ai conhecemos o herói principal, o Rei Xangô e a Rainha Oyá que aceitam ajudar os sobreviventes daquele povoado.

Não convém avançar demais na história, posso adiantar que ela é simples, com heróis e vilões bem delimitados, como eram as histórias da Era de Prata, bem alinhado com o que entendemos por histórias em quadrinhos. A profundidade que encontramos está na imersão na mitologia ioruba que é apresentada com simplicidade e competência nesta HQ. É redundante falar de representatividade sobre este projeto tanto para os negros quanto para quem tem algum envolvimento com alguma religião de matriz africana, pois acredito que estes tem tudo para apreciar a HQ, contudo, é válido para qualquer um que aprecia histórias em quadrinhos pois nos oferece um mundo novo para explorar e admirar. Espero que o projeto ganhe novos números o quanto antes!   

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terça-feira, 4 de agosto de 2020

Resenha - Revista Peryc, o Mercenário n°3


A terceira edição de Peryc, mostra como a revista evoluiu. É bacana ler as continuações de novas histórias e ver o personagem desbravar várias regiões do mundo. Na primeira história, "O Aventureiro" a saga de Peryc na áfrica continua com a aliança do mercenário com a princesa que luta para assumir o trono de um usurpador. Em seguida mais um texto que continua o levantamento de todas as publicações de Conan no Brasil. "A Besta" é uma história de uma única página envolta de duas páginas de ilustrações que mostram várias versões de Peryc. "Sob o sol dos Abutres" é a história que mais gostei do personagem. A começar pelo traço de Sandro Andrade, e pelo texto que carrega uma violência que combina com a ação que ele desenvolve na história. A história é apenas o encontro de Peryc com três soldados violentos que depejam ódio racial pela origem indígena de Peryc que não deixa por menos quando os derrota. Segue mais um texto sobre Conan, agora falando sobre sua presença em ouras mídias. "O Preço da liberdade" é a terceira parte da saga iniciada em Rumo a Pedras Negras, onde Peryc foi pego em uma armadilha pelos mercadores e agora tem que se livrar de seus captores. A história faz um debate bom sobre a liberdade. Encerrando o número, "Fogo e paixão" mostra Peryc e Splinter sobrevivendo ao frio dos pampas. A única coisa que posso acrescentar ao que já disse sobre a revista é que espero ansiosamente pelo próximo número!
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terça-feira, 7 de julho de 2020

Resenha - Revista Peryc, o Mercenário nº2


Segue a resenha da série de HQs independentes do mercenário Peryc, agora com o número 2 de janeiro/2015, sob o selo editorial Quadrante Sul Comics tendo como editores Denilson Reis e Alex Doeppre. Vamos resumir o que vem na revista e um pouco da opinião sobre esse número.

"O Delator" é a sequência de "Serpente de areia" e "Taverna" do número anterior. Peryc se vê em meio a uma disputa palaciana pelo trono num reino africano após salvar a princesa Ambara na taverna. Temos um texto sobre o bárbaro tecnológico Valian, por Alex Doeppre. Em "Nossas escolhas", Peryc retorna a Pedras Negras após um tempo e se depara com bandidos numa sequência de combate muito bem escrita. "O mundo hiboriano" continua a história os textos sobre todas as publicações do Conan. "Caçadores de Escravos" é a parte dois da aventura de Peryc iniciada em "Rumo as Pedras Negras", onde Peryc tem de lutar pela sua liberdade. O conceito é bem tratado nessa história. Na última página Peryc enfrenta "Frio e Fome" nos pampas ao lado de Splinder no traço mais bonito da edição.

A edição está muito boa pois tem continuações de várias histórias da edição anterior. Como na edição anterior artes de página inteira de vários artistas que celebram o personagem.  
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terça-feira, 16 de junho de 2020

Resenha #135 - Esperando o mundo mudar (Guilherme Smee e Luan Zuchi)

Este é um daqueles pequenos achados de uma feirinha de material independente, em Porto Alegre, que encontrei há alguns anos e nunca mais voltei a encontrar. Por isso quando entro numa dessas feirinhas sempre tento sair delas com alguma coisa e, no meio de várias coisas baratas e atraentes, estava "Esperando o Mundo Mudar". Trata-se de uma HQ independente de 2016, roteirizada por Guilherme Smee e desenhada por Luan Zuchi e conta a história de um casal em meio ao rebuliço da Primavera Árabe no Egito em 2010. Toda a história é contada sem nenhum balão de diálogo deixando apenas as emoções e o traço simples contar a história. A história fica ainda mais dramática se olharmos para o Egito de hoje, com o presidente Mubarak, que apesar de ter sido deposto, faleceu impune em fevereiro deste ano, enquanto o país caiu em numa nova ditadura. Justamente o inverso do que aqueles egípcios tanto lutaram contra quando saíram as ruas em 2010. Lamento que não se produzam mais histórias assim: curtas, diretas, bonitas e em materiais baratos e com uma consciência política apurada, mas lamento principalmente porque ainda estamos esperando o mundo melhorar.
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terça-feira, 2 de junho de 2020

Resenha - Revista Peryc, O Mercenário nº1

"Peryc, O Mercenário" é uma criação do quadrinista e fanzineiro veterano Denílson Reis que trouxe seu mais importante personagem para uma edição em formato revista publicada pelo mesmo grupo da revista Quadrante Sul, que tem sido resenhado no blogue. Nesta postagem vamos falar sobre o primeiro número de Junho/2012 e, nas próximas semanas, os dois números seguintes já publicados até hoje.

Peryc é nascido nos pampas da América do Sul dois milênios após um holocausto nuclear que de regrediu a humanidade tecnológica e politicamente a uma nova idade média. Nesse mundo selvagem e perigoso, Peryc é um mercenário que viaja o mundo da forma mais livre possível, trabalhando como mercenário. É inspirado claramente no Conan e não tenta esconder isso, mas tem também sua personalidade e sua origem indígena o deixa mais interessante.

"Serpente de areia" é a primeira história, onde Peryc é surpreendido pelo ser monstruoso, enquanto vaga pelo deserto africano, mas não sabe se é real ou uma ilusão. "Taverna" é uma sequência direta onde no mesmo deserto, Peryc encontra uma taverna escondida onde protege uma princesa misteriosa. A edição segue com três textos que resumem as principais sagas de Conan nos quadrinhos e nos filmes, escritos pelo criador do Peryc. Por fim, "Rumo a Pedras Negras - parte 1" mostra o encontro de uma concubina exilada por um severo rei e Peryc quando são emboscados por saqueadores que os queriam capturar e vender como escravos. A história tem uma continuação nos números seguintes, assim como a história na Taverna. A edição ainda conta com ilustrações de página inteira que enriquecem ainda mais as várias versões do personagem que tem traços de vários desenhistas. A que mais me agradou foi a página inteira de Mathias Streb, porém no geral o traço é bonito e conseguem estabelecer uma ideia geral do personagem. No mais, terminei a leitura querendo ir para o próximo número.

   



Blogue do personagem http://perychq.blogspot.com/

Blogue Quadrante Sul http://quadrantesul.blogspot.com/
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terça-feira, 7 de abril de 2020

Resenha - Revista Quadrante Sul 10

Chegamos a resenha da, até então, última edição da Quadrante Sul. Edição que celebra o personagem Lucas Blood, o Predador. Um vigilante urbano que perambula pelas ruas sujas apenas com sua moralidade e violência para fazer justiça com as próprias mãos. Temos duas histórias do personagem que ironicamente não estampa a capa, podemos vê-lo apenas no canto superior esquerdo. O personagem foi criado em 1988 pelo gaúcho Carlos Fernando Ferreira. São 30 anos dá edição número 1 e 30 anos do personagem. Mas vamos as histórias.

A primeira se chama "Primeiras Vezes" e mostra planos urbanos interessantes e bem desenhados para depois mostrar um estuprador atacando uma mulher até que o predador intervêm. Na segunda história "Chaver" (amigo, em hebraico) o Predador recebe ajuda de um rabino das redondezas e faz amizade com ele. A história foca nas conversas e não tem ação, ao contrário da primeira história. Depois a edição traz uma entrevista com o fanzineiro Sérgio Toshihiro e conclui com uma matéria sobre a Fanzine Metrópolis. A edição é boa, apesar de preferir as que tem várias histórias curtas mas ainda assim é uma boa adição a coleção.


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terça-feira, 3 de março de 2020

Resenha - Revista Quadrante Sul 9

Estamos de volta para a série de resenhas da Quadrante Sul, desta vez com a edição 9 de 2018. Este número está bem melhor que o anterior, que eu achei o mais fraco até então. A primeira história é da vigilante Lady D em "A lista de Kadosh" que traz um mistério interessante de um ex maçom que caça impiedosamente seus antigos companheiros de seita após ser traído, como em toda boa história curta deixa pontas soltas e desperta curiosidade em saber mais sobre. Depois, vem "Ponto de Vista" que se destaca pelas artes incríveis de Eugênia Leitzke (o que mais gostei nessa edição) que traça um paralelo entre a natureza e a violência urbana. "Androide" é um curtíssima história de duas páginas tiradas da Fanzine Tchê nº 12, que é uma ficção científica muito boa. 

Em "...o fim do mundo!" a história é protagonizada pelo mutante Enigma em um mundo pós-apocalíptico com uma pegada cyberpunk no que tange a desagregação social, pois Enigma vive escondendo sua condição de mutante em um mundo onde não se pode confiar em ninguém o que foi bem aproveitado na história que tem um final bom. "Os sete sábios cegos" é uma adaptação de uma antiga fábula indiana que ficou bem adaptada. A última história da edição é "A olho nu" que mostra um cego que volta a enxergar após ser operado e se aterroriza ao ver o mundo. O tom niilista é forte mas um pouco ingênuo e adolescente demais e acredito que poderia passar a mesma mensagem em menos quadros ou aprofundar o conteúdo no mesmo espaço. A edição encerra com uma homenagem a Diego Müller, que era membro ativo da comunidade de Fanzines falecido em 2017.

A edição 9 é muito rica em boas histórias e bem caprichada nas artes. A arte de capa e a contra capa tem estilos artísticos que fogem das HQs comuns e enchem os olhos. Recomendo. 

Ficha técnica:
"A Lista de Kadosh": Roteiro de Marcelo Tomazi, Arte de Jader Corrêa e Letras de Alex Doeppre.
"Pontos de Vista": Roteiro e texto de Gervásio Santana, Arte de Eugênia Leitzke e Letras de Alex Doeppre.
"Andróide": Texto e arte de Jack Jadson.
"...o fim do mundo!": Argumento de Diego Müller, Adaptação e Roteiro de Gervásio Santana, Arte de Carlos Lima, Sullivan Suad e Zilson Costa e Letras de Alex Doeppre. 
"Os sete sábios cegos": Texto de Jerônimo Souza, Arte de Iwfran Costa e Letras de Alex Doeppre.
"A olho nu": Texto de Jean Magalhães, Arte de Andf e Letras de Alex Doeppre.
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terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Resenha - Revista Quadrante Sul 8

Depois de dois anos, voltamos a falar da Revista Quadrante Sul que resenhamos em outubro de 2016 depois que adquiri os números 4 até 7 após um evento de quadrinhos independentes na cidade de Alvorada (Região Metropolitana de Porto Alegre), o Gibifest. Agora retornamos com mais 3 números da revista e mais 3 números da série de "Peryc, o Mercenário" publicado pelo mesmo selo independente. Você pode acompanhar todas as resenhas dessa série aqui sendo que no primeiro deles explico melhor sobre o que se trata tudo isso. Nessa postagem vamos falar do número 8, com aquela fórmula de sempre: primeiro falo sobre cada história e depois faço um geral da edição.

A capa tem uma arte cyberpunk muito bacana do Matias Streb, parecida com os seres que existem na primeira história. A edição abre com "Silyx: A semente da vida" uma bela Ficção Científica que mostra Garzok, um grifo que tem a missão de levar o frágil Silyx para seu inexorável destino. O traço me agradou bastante e a história trouxe muita coisa em poucas páginas. Em "Enigma: Acerto de Contas" por outro lado prezou mais pela ação com um tipico brucutu que resolve tudo na força, investigando a serviço privado, passando por brigas e gostosas aleatórias. No geral a história parece se levar a sério demais, pois se fosse uma sátira ou tivesse uma inversão se tornaria mais interessante. Na sequência, depois de uma entrevista com o quadrinista Paulo Serpa Antunes, temos "Mandato de uma nova lei", com 2 páginas, que mostra guardas robóticos queimando gibis antigos de um sebo sob alegação de que o próprio sebista disse que não precisa deles pra pagar as contas mas que este não precisa se preocupar pois gibis novos ocupariam o lugar vago nas prateleiras. Uma mensagem de preservar as obras antigas para venda/troca pois elas são importantes também. Antes da história seguinte, ainda temos outra entrevista, desta vez com Gustavo Piqueira sobre seu fanzine Metrópolis.

"Boxing Joe 2" é uma nova história do personagem de Jeronimo Souza que já apareceu na edição 5 onde mostra personagem sendo narrado como se fosse um trailer de um filme. Pois é uma colagem de momentos, contudo parece ser outra história de origem, pois na história anterior Joe é um menino da Nova Zelândia que nasce sem braços e pernas sendo depois abandonado pela mãe, enquanto aqui é o neto de Gorbachov que é um anão que devido a uma doença procura por próteses superavançadas. Por fim temos um quadrinho de duas páginas na linha existencial falando sobre o consumismo desenfreado e uma arte ótima de contra capa de Mestre Shima, num clima noir violento. No geral, a história que mais me agradou foi a primeira e a última, quanto as demais foram medianas. As imagens de capa e contra capa foram as que mais me agradaram até aqui.

Ficha Técnica:
"Silyx: A semente da vida": Adão de Lima Júnior.
"Enigma: Acerto de contas": História de Marcelo Tomazi, Arte de João Paulo Vieira e Letras de Alex Doeppre.
"Mandato de uma nova lei": Léo Ramos.
"Boxing Joe 2": História de Jerônimo Souza, Arte: Jonathan Pires e Letras de Alex Doeppre.
"Placebo": Anderson Ferreira.
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quarta-feira, 6 de junho de 2018

Resenha #72 - Dies Irae (Coletivo Tesla)

Hoje a resenha é da HQ brasileira Dies Irae de autora do Coletivo Tesla que produz quadrinhos independentes no RS e é formado por Frank Tartarus, Rafael Rodrigues, Adam Mariani, Thiago Danieli e Luciana Lain. Originalmente a série foi publicada no meio virtual em 2014 e em 2016 saiu a versão encadernada completa. A versão que adquiri foi em uma feirinha independente pelas mãos de Frank e do Adam.

Diferente dos livros que resenho, o visual da edição importa pois é através dele que absorvemos grande parte da história e aqui temos muito talento e capricho. A capa é em alto relevo e já percebemos tratar-se de uma história de conteúdo adulto. Para falar a verdade, conversando com os autores, anunciei que preferia uma história séria e sem final feliz e então Dies Irae foi colocada em minhas mãos.

A premissa é simples e ousada: Deuses de todas as culturas estão caindo mortos do céu e a história desenvolve a reação de pessoas comuns e de governos ao redor do mundo ao fenômeno. É instigante ver a tecnologia de um mundo tecnologicamente mais desenvolvido (parece se passar cerca de 20 anos no futuro) incapaz de explicar qualquer coisa e a abordagem filosófica fluir tanto nos traços e quanto nas caixas de texto. Um trabalho tão bom que deixa vontade de ler mais quando acaba. Muito recomendado. 
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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Resenha - Revista Quadrante Sul número 7

Esta é a última resenha desta série do Quadrante Sul que, até o momento que vos blogo, chegou a sua sétima edição. Já terminei a leitura querendo saber de mais, mas vendo o distanciamento temporal entre as publicações é bom ter paciência.

REVISTA QUADRANTE SUL Nº7
Neste número, os editores buscaram dar um novo passo na publicação, pois ao invés de várias estórias curtas, agora temos uma estória apenas, que ocupa todas as 34 páginas da edição. "Um plano maquiavélico" é também um crossover entre dois personagens: A super heroína paraibana "Velta" (solta raios de calor pelas mãos), de Emir Ribeiro e o gaúcho "Aproveitador" de Gervásio Santana. 
A estória começa com o Inspetor mineiro Gilberto Gomes, antigo parceiro de "Velta", que encontra seus informantes assassinados uma a um, sempre acompanhados de um bilhete ameaçador assinado por Neco G. Então, um sequestro leva os dois heróis ao Rio Grande do Sul onde são ajudados (não sem um incentivo financeiro, é claro) pelo mercenário "Aproveitador".
A estória é uma aventura, acima de tudo, muito divertida e os traços de Zambi ajudam no clima da aventura, trazendo bastante expressão aos personagens. Tá mais do que recomendada a leitura.

Adiciona lá no Skoob e dá uma passada no BLog do Quadrante Sul para se informar sobre o já aguardado número 8.
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