"A queda de Hyperion" é a sequência de Hyperion, livro que escolhi para ser o primeiro livro tijolão do ano de 2026. Não quis esperar o ano que vem para começar a leitura pois o primeiro livro é bastante inconclusivo. Hyperion e A queda de Hyperion parecem mais um mesmo livro que foi dividido em duas partes. Sendo assim, continuamos exatamente de onde paramos no livro anterior, contudo com uma estrutura mais tradicional, seguindo alguns personagens além dos peregrinos, que formam um núcleo, enquanto a diretora Meina Gladstone e Severn formam outro núcleo e a história vai se desenvolvendo neles.
Não é apenas a abordagem e a forma da história que teve alterações. Se antes o livro usava a história dos peregrinos para popular seu universo, torná-lo próximo do leitor e impulsionar a história, no segundo livro o autor se concentra mais nas ideias que ele tinha para explorar nesse universo. Primeiramente a guerra entre a humanidade na Hegemonia contra os desterros e o mistério que gira entorno do Cerne, viagens no tempo e o surgimento de uma deidade e a ideia do Vazio-que-Liga e, obviamente, o Picanço. Desbravamos estes mistérios mais pelos personagens da Meina Gladstone e de Severn, que acompanham a parte investigativa da trama, enquanto os peregrinos passam pela parte com mais ação, afinal enfrentam diretamente o Picanço. A revelação foi bastante satisfatória apesar de acabar sendo um grande deus ex-machina, mais literal e não narrativo. Uma divindade que ultrapassa os limites da máquina mas que não resolve o problema central e faz tudo isso com um livro que diverte. Recomendo e fico feliz que tem mais dois livros para que voltemos a esse universo.
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